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Desabafo

26/02/2011

Geralmente eu escrevo meus posts logo após o jogo ou no dia seguinte. No entanto, o Peixe entrará em campo neste sábado e só agora deixarei meus pitacos sobre a péssima partida do time no clássico do Pacaembu, contra o Corinthians.

Até peço desculpas ao leitores, mas resolvi não escrever nada enquanto não esfriasse a cabeça. Se tem uma coisa que aprendi é não escrever sobre futebol enquanto o calor do momento não tiver passado.

A derrota para o Corinthians me deixou à flor da pele. Não pela derrota, pois perder, no futebol, também faz parte do jogo. O que me deixou em estado alterado de nervos foi a maneira como o time se comportou em campo.

Culpados? Sim, o temos! Seu nome é Pardal, mas pode chamá-lo de Adilson Batista.

Quem me acompanha por aqui sabe que fui um dos primeiros a defender o técnico, desde a sua contratação. Por acompanhar seu trabalho no Cruzeiro, tinha a certeza de que era o homem certo para comandar nosso time em busca da Terceira Estrela. Tenho consciência que Adilson tem capacidade para manter as tradições campeãs do Santos Futebol Clube.

Mas o cara resolveu inventar.

Como posso entender o fato de Maikon Leite e Zé Eduardo, que começaram o ano com a corda toda, terem sido escalados para esquentar o banco de reservas? A única explicação plausível é o fato de que se, com Diogo e Neymar, que nunca jogaram juntos, o ataque funcionar, ele leva todos os méritos de um treinador original que soube aproveitar as características dos jogadores.

O que Adilson não percebe é que o torcedor Santista não quer invenção. Queremos apenas que o Professor mantenha a lógica : quem joga bem deve ser mantido no time. Acontece que, nos últimos jogos, a obviedade é deflorada a cada instante na tentativa de se obter méritos pela originalidade.

A impressão que fica é que Adilson não quer pendurar a vaidade no varal. Seu pensamento é o de que os méritos de uma vitória não podem ser divididos com aqueles que tem os fundilhos das calças puídos pelo cimento das arquibancadas.

Temos razão em reclamar. Enquanto Diogo parecia petrificado dentro de campo, a velocidade e a criatividade de Maikon Leite amargava no banco de reservas a ansiedade, esperando o chamado que pudesse levar à equipe algumas alternativas para contornar um placar adverso.

Apesar das minhas críticas, não vou pedir aqui a cabeça de Adilson Batista. Ainda tenho confiança em seu trabalho. Basta, como se costuma dizer no futebol, fazer o simples. Esquentar o arroz com feijão.

Fome de bola nossos jogadores têm de sobra. Basta que o cozinheiro não invente novos ingredientes no tempero.

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Dessa vez, eu não torci pro Peixe…

20/02/2011

Falcão e o poderoso time de futsal do SANTOS FUTEBOL CLUBE fizeram sua estréia na última noite de sexta-feira diante das cinco mil pessoas que lotaram o ginásio de Sobradinho, cidade-satélite de Brasília. Por ironia do destino, o amistoso foi realizado contra um time chamado Peixe Futsal.

O Santos venceu por 5 a 2. Além de Falcão, que marcou três gols, Índio e Neto também marcaram para o Santos. Para se ter uma idéia do poderio do futsal da Vila Belmiro, a equipe conta com nove jogadores da Seleção Brasileira. O comando técnico fica por conta de Fernando Ferretti, que tem em seu currículo o título de quatro Ligas Nacionais e cinco Libertadores, quando era técnico da Malwee-SC.

Veja alguns lances da partida:

Provocado pela torcida local, Falcão resolveu fazer graça com a bola depois de fazer o terceiro gol. O árbitro expulsou o craque, pois entendeu seu gesto como provocativo. Mesmo assim, Falcão saiu de quadra muito aplaudido.

“Em um roteiro eu imaginava, mas não é comum para uma estreia. Se já estava empolgado em vestir a camisa do meu clube de coração, agora estou ainda mais depois de uma apresentação como essa”, afirmou Falcão.

 

PRA CIMA DELES, ORAS !

17/02/2011

O torcedor Santista é um sujeito mal acostumado. A imensa quantidade de títulos e a gloriosa história construída durante décadas de talento e magia acabaram por moldar nossas características. Para nós, torcedores do Peixe, os três pontos não bastam. É preciso embalar nossas expectativas com um belo espetáculo. Agora, quando nem os três pontos são garantidos, a frustração é grande.

Na estréia da Libertadores contra o Deportivo Táchira, na Venezuela, a expectativa era imensa. Um time que fez o que fez no ano passado e despertou no torcedor aquele desejo adormecido de novamente conquistar América não tem o direito de, na estréia da competição, se comportar de maneira tão tímida. É difícil pensar que um time com grande poder de fogo, com opções suficientes para descarregar uma saraivada capaz de metralhar o adversário, possa optar por enfrentá-lo com canivetes. Um empate sem gols e com pressão adversária no final do segundo tempo é extremamente preocupante.

Tudo bem que o jogo era fora de casa e que o bandeira se precipitou ao marcar um impedimento que não existia e que acabou anulando nosso único gol. Também entendo que nossos meninos, após uma esfuziante campanha na Seleção Sub 20, estavam cansados. Acontece que estas são questões que devem ser pensadas, planejadas e resolvidas por alguém que, na última terça feira, resolveu inventar.

Não quero usar este espaço para pegar no pé de Adilson Batista e colocá-lo frente a um pelotão de fuzilamento. Estou chateado com o resultado da partida, mas sou um torcedor com um pingo de inteligência para saber que este é o momento em que o time precisa de apoio. Entretanto, nosso técnico parece não saber que comanda o SANTOS FUTEBOL CLUBE.

Adilson, querido! Ouça o som proveniente das arquibancadas. Nossa torcida deixa bem claro qual é a nossa característica:

Vai pra cima deles, oras! Nosso DNA, desde 1912, é de agredir o adversário. Nossa característica é a ofensividade. Não é a toa que o Santos é o time que mais gols marcou em toda a história do futebol (até o momento são 11.640).

Gosto de seu trabalho, Adilson. Sempre o defendi aqui neste espaço. Já discorri sobre suas características de equilíbrio e objetividade. Mesmo quando erraste, argumentei que o Campeonato Paulista era a competição ideal para fazer os testes necessários aos objetivos de que a equipe possa ter a melhor formação quando chegassem os momentos decisivos.

Mas a Libertadores chegou e o Santos, no lugar de se impor e mostrar aos venezuelanos contra quem estavam jogando, se apequenou em uma retranca difícil de aturar. Nem vou discutir aqui se deveria jogar este ou aquele atleta. A minha crítica se fundamenta no fato de que temos qualidade para o jogo ofensivo e não soubemos, neste jogo de estréia, aproveitar tais atributos.

O Santos joga para fazer gols, Adilson. Não entramos em campo apenas para nos defender. Tome consciência destes fatos, caro amigo, ou perderá espaço como comandante do nosso futebol.

VAI PRA CIMA DELES, ADILSON!

O Lançamento da Umbro para o Manto Santista

15/02/2011

Depois de 2 anos sem disputar a Libertadores, o Peixe vai a campo hoje para iniciar uma jornada duríssima com o objetivo de conquistar a América pela terceira vez. O jogo será na Venezuela, contra o Deportivo Táchira.

A Libertadores é a competição mais importante disputada por times brasileiros, já que o clube vencedor terá a chance de disputar o tão sonhado Título Mundial.

Como uma competição de gala merece um traje à altura, a Umbro, fornecedora de material esportivo do Peixe, apresentou o novo Manto Santista em uma festa especial para a ocasião.

O Canelada esteve presente no evento e teve a honra de conhecer em primeira mão os uniformes que vestirão nossos meninos na busca da terceira estrela.

Sempre que há a apresentação de um novo uniforme, existem controvérsias sobre detalhes que agradam a alguns e desagradam a outros. Particularmente, achei que as novas camisas Santistas ficaram lindas – tanto a branca quanto a listrada. O modelo é bem simples e conta com alguns detalhes que não maculam a tradição do nosso manto sagrado.

As novidades ficam por conta das listras em verde e amarelo na gola em V e na manga esquerda. Alguns podem estranhar a primeira vista, mas acho válido. Em uma camisa específica para a Libertadores é importante haver alguma simbologia que represente nosso país.

Na parte de trás da gola temos bordada a seguinte inscrição – “Nascer, Viver e no Santos Morrer…”. Não preciso nem mencionar a fonte desta citação, certo? É uma frase de nosso hino, que demonstra claramente o orgulho do torcedor pelo seu time.

O detalhe mais bonito ficou por conta do círculo cronológico em torno do distintivo, marcando, em baixo relevo, as datas em que o Peixe conquistou seus títulos e cada título representado por uma estrela. Uma simbologia simples que evidencia que esta camisa tem uma história gigantesca no futebol mundial.

O evento contou com um show dos Aliados, uma banda da cidade de Santos. As músicas são mais voltadas para um público adolescente e não faz muito o estilo de um cara que vai virar titio no fim do mês (Lucas, filho de meu irmão Tibério, tem previsão de nascimento no fim do mês e já estamos preparando um pequeno manto santista para embalar a criança). Prefiro ouvir Lavay Smith ou Blues Travelers. Confesso que só prestei atenção no som dos Aliados quando tocaram o hino do Santos.

Aliás, o papo estava bom demais com o pessoal que dedica boa parte do seu tempo a escrever sobre o Santos na internet. Uma reunião de blogueiros santistas passou a ocorrer no evento. Pessoas que acompanho pela tela do computador e que, na noite de domingo, passei a conhecer pessoalmente.

Santistas que exalam simpatia como as belíssimas @santastica_, @a_fanatica e @fe_salgadoo.

Os blogueiros Kako Ferreira e Mauro McFly também marcaram presença, ao lado do jornalista Ademir Quintino, que nos apresentou Jean Chera, nosso futuro camisa 10. Também tive a honra de conhecer um cara cujo trabalho me causa profunda admiração – Cheeco Rocha é um genial cartunista, além de ser uma simpatia em pessoa.

Também estavam presentes no evento os representantes dos principais patrocinadores que estamparão a Camisa do Peixe:

 

No final da festa fomos presenteados com nossas camisas exclusivas:

Esta camisa listrada, que está nas mãos do nosso grande Big Panda, brevemente será sorteada entre os leitores do Canelada. Então fiquem ligados que novas promoções estão por vir. Que a Umbro possa bordar uma estrela a mais no nosso manto no final deste ano.

Valeu Umbro !

PRA CIMA DELES, SANTOS !

Vitória no Paulista e Confiança para a Libertadores

13/02/2011

Mais uma partida no Campeonato Paulista e mais uma vitória do Peixe. Os dois gols marcados contra o Noroeste dão confiança ao time do Santos para a estréia na Libertadores contra o Deportivo Táchira, na terça feira, lá na Venezuela.

Confiança é importante. Entretanto, o torcedor que acompanhou o jogo contra o Norusca fica com uma pulga atrás da orelha com nosso sistema defensivo.

Já alertei anteriormente quanto às jogadas ofensivas de nossos laterais. Este é um problema que Adilson Batista terá que resolver. Contra o Noroeste, tanto Léo quanto Pará se lançaram simultaneamente ao jogo ofensivo. O grande problema, neste caso, é a cobertura pelas laterais. As grandes oportunidades do time adversário surgiram nas costas de Leó e Pará. Não fossem os milagres de Rafael ou a falta de qualidade técnica na finalização do Norusca, poderíamos ter saído da Vila Belmiro com um placar adverso.

Adilson Batista tem que treinar, de maneira exaustiva, essa saída de bola – ou os laterais se alternam no apoio ao ataque, ou os volantes ficam retidos para fazer proteção à dupla de zaga. Do contrário, um contra-ataque adversário com qualidade pode ser fatal.

O importante é que ganhamos e estamos na cola do Palmeiras que, por enquanto, lidera a competição estadual.

Mas vamos falar de Libertadores, que é a competição mais importante na temporada Santista em 2011. Nossa estréia será contra um time venezuelano, o Deportivo Táchira.

Atualmente a tecnologia nos permite um acesso rápido a algumas informações difíceis de conseguir em tempos passados. Fui pesquisar sobre nosso primeiro adversário e descobri que o Deportivo Táchira foi campeão do Torneio Apertura de 2010 e conseguiu manter sua base. O desfalque fica por conta do capitão Jorge Alberto Rojas, de 33 anos.

Busquei uns vídeos no You Tube e pude verificar que Léo terá muito trabalho na marcação, já que, pelo lado direito, o lateral José Yéguez joga quase como um ponta ofensivo. A esperança de gols no time venezuelano fica por conta de Sérgio Herrera, atacante rápido que tem a confiança do técnico.

Da mesma maneira que o Santos aguarda a volta de Neymar da Selecão Sub 20, o Deportivo Táchira espera o retorno da revelação Jackson Clavijo, que está na seleção venezuelana disputando o Sul-Americano no Peru.

Em sua 13ª participação na Libertadores, o Deportivo Táchira tem a esperança de que o meia-atacante Sebástian Hernández possa ser um diferencial na equipe. Com bom toque de bola e a diferenciada visão de jogo, o jogador é a maior aposta do técnico Jorge Luis Pinto.

Segundo jornalistas venezuelanos, o Táchira tem a melhor equipe de seu país e, ainda que não tenha se reforçado de jogadores de renome, tem elenco suficiente para fazer uma boa campanha na Copa Libertadores. Que tenhamos atenção para que possamos fazer uma boa estréia.

MANTO SANGRADO

Neste domingo teremos uma festa, fechada para a imprensa, para o lançamento do novo uniforme do Peixe, específico para os jogos de Libertadores. Estarei no evento e trarei as informações da nova camisa logo no dia seguinte. Aguardem por novidades.

PRA CIMA DELES, SANTOS !


Valeu, Corinthians! O Ronaldo é Santista !!

05/02/2011

VALEU, CORINTHIANS !

Interessante como a desgraça alheia pode ser de grande utilidade. Com o Corinthians fora da Libertadores após ter sido eliminado pelo Tolima… …só um momento…

ahuHAUhauHAUhauHAUhauhUAHuahuAHUhaUHAUhauHAUhuahUAHuhauHAUhuahUAHuah

UHAUhaUHAUhauHAUHuahUHAUhauHAUhaUHAUhauHAuhaUHAUhaUHAuhaUAHUhahauH

Peço desculpas ao leitor, mas ainda não consegui parar de rir.

Voltemos ao assunto:

Com o Corinthians eliminado, a maior cidade do país tem apenas um representante na Copa Libertadores. O Santos, apesar de ter origem em outra cidade, tem a maioria de sua torcida na capital do Estado de São Paulo. Isso significa que a desgraça do rival pode trazer lucros à Vila Belmiro. Representantes de empresas que negociam patrocínios com o Peixe verificaram que a visibilidade do clube será bem maior e tentam apressar o fechamento das negociações. Os telefonemas para a diretoria Santista se multiplicaram após a derrota corintiana.

A idéia do Peixe é arrecadar algo em torno de R$ 25 milhões com patrocínios. No ano passado foram R$ 18 milhões. Se os valores das propostas chegarem aos números pretendidos pela diretoria, o aumento de receita com patrocínio seria de 39%. A expectativa é que tudo esteja concluído até o início da próxima semana, já que o clube pretende estrear um uniforme específico para a Taça Libertadores, com todos os patrocinadores definidos.

Além da Seara, empresa que patrocinou o Peixe no ano passado e que pretende renovar o contrato, ainda há propostas de uma montadora de automóveis e uma empresa do ramo alimentício. Depois da derrota do Corinthians, apareceram mais uma montadora e outra firma de alimentos interessadas em estampar sua marca em nosso sagrado manto.

Ronaldo É Santista

Além de ser dono de um time que fica na Marginal S/N, Ronaldo também comanda uma empresa de marketing esportivo chamada “9nine”. A intenção de Ronaldo é, por meio de sua empresa, investir alto para que o Santos possa manter Neymar por muito tempo jogando na Vila Belmiro.

A 9nine procurou os representantes de Neymar para apresentar uma proposta de patrocínio para o jogador. Sabemos que o Peixe tem contado com parcerias para garantir ao craque um salário atraente e a empresa de Ronaldo quer ajudar.

O contrato firmado entre Neymar e o Peixe em agosto do ano passado prevê a divisão dos direitos de imagem do atleta. O Santos gerencia a carreira do jogador e atua como uma espécie de agência de publicidade para o craque. 30% do que for arrecadado com patrocínio fica com o clube e os outros 70% são do próprio Neymar.

PRA CIMA DELES, SANTOS !!!

PERDIDÃO

04/02/2011

Quando não vou ao estádio, mantenho determinados preparativos antes de sentar na poltrona para acompanhar a um jogo do Peixe. Visto a camisa do Peixe, preparo os comes e bebes e os deixo na mesinha central da sala, ao alcance das mãos. O volume da televisão é colocado no seu limite mínimo, pois sou um apaixonado pelas narrações de rádio. Fones de ouvido na orelha para não incomodar a patroa que não gosta de futebol. Não é à toa que ela (diz que) torce pro São Paulo.

Antes do apito inicial, gosto de conferir a escalação para poder analisar as possibilidades táticas que o time pode desenvolver durante a partida. No último duelo, contra a Ponte Preta, Adilson me surpreendeu.

Eu já sabia que o time que iria ao campo estaria desfalcado e que o técnico promoveria algumas mudanças na equipe. Mesmo assim, fiquei tentando entender a maneira que o time iria atuar quando fiquei sabendo que a escalação era a seguinte: Rafael, Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Durval e Pará, Possebon, Anderson Carvalho, Elano e Robson; Maikon Leite e Keirrison.

Além do goleiro, a equipe estava formada por três zagueiros, três volantes, dois meias e dois atacantes. Se formos analisar o esquema tático baseado na formação de origem dos jogadores, o time estava armado em um 3-3-2-2.

Eis as dúvidas: os volantes marcariam pelas pontas ou o terceiro zagueiro faria às vezes de lateral? Com os volantes fazendo a marcação nos flancos, quem faria a cobertura no meio? Quando o time estiver com a bola, quem fará a ligação com os homens de frente?

Sem respostas para os meus questionamentos, esperei o início da partida. Sentado na minha poltrona, eu estava confuso. Os jogadores estavam mais perdidos que filho de meretriz no Dia dos Pais. Pará não sabia se era volante, lateral ou zagueiro. Bruno Aguiar, fora de posição, não sabia o que fazer em campo e Anderson Carvalho, coitado, não sabia se marcava pelo meio ou se acompanhava as subidas de Renatinho, camisa 10 da Ponte Preta. Em suma: jogadores e torcedores não entenderam as intenções de Adilson Batista.

A Ponte Preta, que não tinha nada com isso, ganhou o meio de campo. O que se viu foi uma pressão enorme do time da casa, que vinha pra cima aprontando suas macacadas. Quando roubávamos a bola não conseguíamos levá-la ao ataque. Até que a Ponte marcou seu gol – em cruzamento pelo lado direito, Rômulo subiu sozinho e cabeceou para o fundo da rede. Ponte 1 x 0 Santos.

Em uma das poucas subidas do Peixe, já no final da primeira etapa, Elano cavou uma falta na entrada da área do time campineiro. Bola posicionada, Elano reclamava com o juiz sobre a proximidade da barreira e… GOL.

Malandro, Elano pegou a todos de surpresa ao cobrar a falta enquanto reclamava com o árbitro. A barreira formada à frente do gol da Ponte, surpreendida pela malandragem, não pulou e Elano encantou a toda Nação Alvinegra com sua genialidade.

Na segunda etapa, quando pensávamos que as coisas iriam melhorar, que Adilson faria alterações com intuito de deixar a equipe menos vulnerável, O peixe volta na mesma toada. Mais pressão da Macaca, até que aos 12 minutos um jogador da Ponte ficou sozinho na área Santista e Rafael, no combate, fez pênalti e foi expulso. Na cobrança, a Ponte ampliou o placar.

Com um a menos, os jogadores do Peixe pareciam saber em qual área de campo deveriam atuar e o Santos, por incrível que pareça, melhorou na partida. O time começou a manifestar sua vocação ofensiva e o empate chegou ao final do segundo tempo com um lindo toque de calcanhar de Elano para Maikon Leite, que marcou seu 6º gol na temporada.

O empate nos custou a liderança do campeonato e confesso que, no calor da partida, cheguei a chamar Adilson Batista de burro. Mas não devemos condená-lo.

Esse é o momento certo para que o treinador possa fazer testes na equipe e identificar as melhores alternativas para se chegar aos bons resultados. Para quem busca uma Libertadores, o Campeonato Paulista tem de ser usado como pré-temporada. Ainda mais com essa mudança de regulamento, onde os oito primeiros colocados se classificam para a fase eliminatória.

Que Adilson possa ter aprendido que, no Santos, a vocação é ofensiva. Está no nosso DNA. O canto que se ouve das arquibancadas da Vila Belmiro é “PRA CIMA DELES, SANTOS”! Que os testes sejam feitos no início da temporada para que o time possa estar voando baixo na fase eliminatória do Paulista e na Libertadores.

Só te peço uma coisa, Adilson. Pode fazer testes à vontade, mas não inventa. Principalmente nesta próxima partida, pois Elano está suspenso e não estará em campo dessa vez para consertar as coisas, se algo der errado. Faz o arroz com feijão que, dentro de campo, temos qualidade para o caviar.


SE LIGA ADILSON – PRA CIMA DELES, SANTOS!