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Chocolate ?!?!?

01/02/2011

Sempre é bom vencer o São Paulo. Historicamente, o tricolor paulista serve de teste para o Peixe. Passar pelo São Paulo significa que um ano de glórias está por vir.

Em 2002, o Campeonato Brasileiro era decidido em uma fase de mata-mata. Isto significa que o campeão era definido por um sistema eliminatório, com confrontos em ida e volta, tendo o mando de campo do segundo jogo e a vantagem do duplo empate o clube com melhor campanha.  Pelo regulamento, 26 clubes jogavam, todos contra todos, em turno único. Classificam-se para a próxima fase os oito primeiros colocados.

O jovem time do Santos tinha Diego e Robinho como protagonistas e classificou-se em 8º lugar na primeira fase (uma vitória do Coritiba contra o já rebaixado Gama, na última rodada, deixava o Peixe de fora, mas o clube do Distrito Federal surpreendeu, vencendo por 4×0).

O Peixe, último classificado, enfrentaria o primeiro colocado, que era o São Paulo de Kaká. O tricolor paulista voava baixo naquela temporada e para os Meninos da Vila, vencê-los seria um teste que comprovaria seu talento.

O que se viu foi um show de moleques que viravam gênios com a bola nos pés. Nos dois jogos – 3×1 na Vila Belmiro e 2×1 no Panetone, digo, Morumbi. Aquilo sim foi chocolate, senhor Rogério Sênior!

O resto da história todo Santista tem na memória – passamos pelo Grêmio atropelamos o Corinthians na final, consagrando mais uma geração de geniais Meninos da Vila.

Em 2010, vencemos o São Paulo quatro vezes, com uma nova geração de garotos. Ganso, Neymar, André e Wesley encantaram o país ao lado do eterno Menino da Vila, Robinho, que voltou da Europa para deixar sua assinatura com apenas uma letra, logo na sua reestréia. Lembra disso, Rogério Sênior?

O que a história mostra é que o São Paulo não se dá bem com as gerações de Meninos da Vila, pois em 1978, aquele time de Pitta, Juary, Nilton Batata e Toninho Vieira foram campeões paulistas disputando a final justamente contra o time do Panetone, digo, Morumbi.

Estamos em 2011 e no primeiro Sansão do ano, outro rapaz revelado pelo Santos mostrou a todos que pode ser o dono do time enquanto Ganso se recupera. Elano reinou absoluto no gramado da Arena Barueri. Em todos os setores do campo – seja ajudando na defesa, protegendo a zaga. Ou mesmo na armação da equipe, distribuindo as jogadas. Seja como um elemento surpresa, que vem de trás para marcar seu gol – o torcedor Santista pode acompanhar nosso coringa fazer o que sabe de melhor, que é jogar futebol.

Apenas uma curiosidade – dos 16 gols do Peixe no ano, Elano participou de 10. O cara fez cinco gols, deu assistência para quatro e ainda mandou aquele petardo que resultou no “passe” de Rogério Sênior para o gol de Maikon Leite.

Além de tudo, Elano é um profeta. Dá uma olhada nesse vídeo:

Prometeu o placar e cumpriu. E no final do vídeo, podemos verificar que vários de nossos jogadores saíram quebrados de dentro do campo. Isso porque a estratégia utilizada contra o São Paulo foi o contra-ataque. O Santos permitiu ao adversário ter a posse de bola. Isso demanda entrega total da equipe para que não possa haver falhas na marcação.

O São Paulo insistia nas jogadas pela esquerda com Fernandinho. Nos contra-ataques, Elano tinha algumas opções. Muitas vezes o meia levava a bola até Maikon Leite, às costas do lateral adversário, que apoiava Fernandinho pela esquerda.  Quando estava marcado, Elano invertia a jogada para Róbson e Léo no outro setor. O São Paulo ficava perdido com as jogadas invertidas e não conseguia organizar sua linha defensiva.

Tanto é que, no primeiro gol, Miranda, zagueiro do São Paulo, deveria estar no local onde Elano cabeceou para o gol. Entretanto, ele teve que sair de sua posição para marcar o meia santista Róbson, que deveria ter o acompanhamento de um dos volantes são paulinos. Robson puxou a bola para o pé esquerdo e a centrou na área. Elano veio de trás e cabeceou livre, entre dois marcadores.

Aí me vem um goleiro qualquer dizer que meu time levou um chocolate? Basta verificar os lances e confirmar a análise tática que fiz acima. O Peixe, mesmo jogando no contra ataque, teve domínio das ações da partida.

Portanto, meu caro Rogério Sênior, ao afirmar que o São Paulo deu um chocolate no Santos na última rodada, posso chegar a duas interpretações:

A primeira é a de que você pouco entende de futebol.

A segunda é a de que você foi irônico com seu próprio time devido à situação de seu tricolor desde o ano passado.

Assim sendo, não me venha falar de chocolate, pois nós Santistas somos mestres na arte de sua aplicação.

PRA CIMA DELES, SANTOS !

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